Estratégia4: Engenharia Reversa da Complexidade

Neste artigo vamos falar de como lidar com a complexidade que abordamos lá no início desta série quando identificamos os impulsionadores da turbulência.

A complexidade pode ser descrita como o número de elementos e suas interações que afetam a capacidade de gerenciamento empresarial. Está relacionada ao número de elementos de um sistema, a interconexão entre eles, e sua interdependência.

Assim elevando a imprevisibilidade na medida em que um maior número de elementos envolvidos representa riscos ao sistema em seus pontos de vulnerabilidade. Um evento atingindo um elemento pode impactar todo o sistema. Como por exemplo a falta de fornecimento de um insumo pode impactar todo o processo de produção.

Logo percebemos, que uma proporção significativa dos custos totais nas empresas está relacionada a complexidade. E estão normalmente ocultos nos custos indiretos e nos custos da necessidade de manutenção de estoques para absorver a incerteza, como demonstrado no post métricas.

 

Principais Caminhos para a Redução da complexidade

 

Na medida em que a complexidade é uma fonte significativa de custo, e uma inibidora poderosa de capacidade de resposta no atendimento ao cliente, a sua redução é uma prioridade natural das empresas.

Um caminho para a redução dessa complexidade pode ser obtido pela engenharia ou reengenharia dos processos, tanto no Desenvolvimento de produto como nas Operações.

 

Engenharia ou reengenharia nos processos no Desenvolvimento de Produtos

 

Avaliar a complexidade é um procedimento a ser realizado desde a fase de desenvolvimento do produto e alguns elementos críticos podem ser inseridos nesses processos:

  • Uniformização ou padronização dos insumos e componentes: Pense em um exemplo simplificado, fabricação de camisas sociais. A escolha de um mesmo botão (insumo), para diversos modelos de camisas.
  • Construção de um fornecimento (de insumos) ágil e confiável: através do desenvolvimento de relacionamentos (rede de valor) com seus parceiros/fornecedores. O nível de consolidação de variedade de produtos por fornecedor, de redundância do fornecimento também apresenta relevância e influência.
  • Inserção da flexibilidade nas características de produção do produto: uso de diversas técnicas como a de adiamento (postponement) que permitirão regionalização de produto. Esse é um tema muito interessante e mais para frente teremos um post dedicado a explorar esse assunto.

 

Engenharia ou reengenharia nos processos de Operações

 

Por outro lado, a complexidade também precisa ser avaliada e combatida no dia a dia nos processos de Operações através:

  • Racionalização do número de elos e links da rede: trata no sentido de diminuir os nós da rede e trabalhar adequadamente os processos integrando melhor os elos da cadeia.
  • Reengenharia de processos logísticos e de integração da cadeia de suprimentos: utilizar sistemas de informação para a propagação das informações e integração dos parceiros reduzindo o grau de imprevisibilidade ao longo da rede.
  • Otimização de produto, cliente e fornecedor: com o uso das análises de receita e lucratividade também vitais para a redução da complexidade. Utilize análises 80/20 (Pareto) para tratar essa variedade.

 

SEMPRE considerando que precisamos ter uma abordagem cuidadosa para não tomar decisões que possam prejudicar OUTROS ASPECTOS do gerenciamento!

 

Tenha bastante cautela nessas análises, algumas vezes um determinado produto não oferece uma grande margem para sua empresa, mas ajuda a compor a cesta de produtos e dá a oportunidade de venda de produtos com maior margem. Da mesma maneira um determinado perfil de clientes pode contribuir no volume de vendas colaborando para o pagamento das despesas fixas.

Não é apenas uma operação de corte ou redução, uma visão holística se faz necessária.

 

 

IMPORTANTE NOTAR que:

A engenharia reversa da complexidade é direcionada para aquela complexidade que não agrega valor ao cliente ou não protege a cadeia de suprimentos contra riscos.

 

Conclusões que podemos tirar: 

Nº1 – Compreenda as FONTES da complexidade

Nº2 – Elabore análises tipo 80/20 para conhecer a RENTABILIDADE dos clientes, dos fornecedores, e dos produtos

Nº3 – Racionalize a “cauda longa”

Nº4 – Discrimine os elementos da complexidade que agregam valor e os que não agregam

Nº5 – Elimine os elementos que não agregam.

 

Portanto #ficaadica estamos apenas na quarta Estratégia e existem diversos outros fatores a considerar que abordaremos nos próximos Posts.

 


Neste artigo nós falamos da quarta Estratégia- Engenharia Reversa da Complexidade.

No próximo Post vamos falar de FLEXIBILIDADE ESTRUTURAL da empresa e o que os acadêmicos e estudiosos estão trazendo sobre como lidar com tudo isso.

 

 

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